quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Amanheceu..

  Me encontro combalido, afunilado por esta monotonia incomum, mas que carrega em si vários problemas, e o próprio dia a dia já é difícil.  Doravante farei o que for preciso para revigorar este semblante, recriar um sorriso, não aquele estético, que represente uma pseudo-paz, mas um que venha do fundo d'alma, se for preciso nem sai pelo próprio rosto, é dado no coração, quase um calmante completo.

  Quero proteger meus velhos anseios de vitórias, sonhos, e buscas. Chegou o momento em que o passado terá mesmo de ficar apenas lá, bem ao fundo, o "pretérito" própriamente criado, para quase sempre não ser revivido. Este é o meu momento, estou diante do improvável, até por o "impossível" não existir. Buscando ruas, vielas, avenidas, até alamedas, mas o caminho que me deixe em um modo terminal de paz, um roteiro sem volta. É a hora de realizar os meus mais lindos sonhos, e realizar os de quem amo também. 

  A rebelião psicológica me devolverá a graça, e qualquer adjetivo que me deixe bem será aceito. É que eu já até posso enxergar o "meu sol", tão esperado, muito agraciado, é a minha felicidade que chegou, e já está brilhando.
   


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Eu sempre pude ser livre para ser e entender o que quiser, nunca soube medir minhas atitudes, nem fizera questão. Fiz estórias que marcaram a memória, eu consegui fazer amigos, mas ao final da adolescência obtive o primeiro 'baque' de minha vida.

Me deparei com a responsabilidade, me senti uma criança indefesa e sem personalidade, e naquela época eu pereci por amor, aquelas coisas de primeira paixão, fui inocentemente engano, ferido, cresci. É uma hora aconteceria algo ruim assim, ai comecei a virar um homem própriamente em caráter. Perdi amizades importantes por motivos fúteis, sem piedade fui deixado de lado. 
Fui realmente apanhando da vida, fui criando ideais, e adotando tudo o que eu considerava bom, deixando transparecer o que a minha família cultivava, o caráter limpo e transparente a todos. 

Ganhei a confiança, me tornei um norte, eu finquei na terra minha ideologia, aprendi a ler os sinais da boa fé, e que o companheirismo é fundamental, quer algo mais gratificante do que cair, mas ao olhar para o lado, ver aquele seu amigo rindo e dizendo - levanta irmão, estamos juntos, não doeu nada! - E passo a entender que de tudo sugamos o lado bom, e que mesmo em momentos de gigantes solidão, em que a quietude perturbante da escuridão me assola, Deus me ergue! não se pode temer os desafios.

fugindo

Ando refletindo, emitindo luz, reencontrando sentidos que fugiram sem que notasse. Meus olhos já dizem bem mais do que a minha própria palavra, e são mesmo o portal da alma, e ficou perceptível que me encontrava obsoleto, e assim estava.

Meu corpo, uma fortaleza, em que ando vagando por dentro de meus porões, garantindo e confirmando todas as desilusões. E com estorvo sigo outras trilhas, abandon
ei todas as mil desculpas, e sei que sou digno de luta, e a mais importantes de todas, a travada no salão principal da fortaleza, meu corpo. É como se fosse um ritual, é um momento fora do normal, você versus você, quem pagará a conta?

E pelas escadarias disparo veloz, destrancando as várias portas, descobrindo novos lugares, desatinado, apenas atrás de um subterfúgio. Adorava a ideia de ter alguém, muito embora eu já nem ninguém. Foi neste momento em que descobri que posso sucumbir a solidão, estou fugindo desse porão, é sublime não se amedrontar.

O portão abriu, aquele velho anseio surgiu, colocando luz onde nunca tivera passado. Dessa vez não ira postergar, estou saindo do meu forte, quero descobrir o mundo.