Pensei de várias maneiras, e incessantemente no que
seria de fato e existência o amor. Acreditava que era apenas o ato de
entregar seu sentimento mais puro de devoção nas mãos de alguém, e lutar para
que outrem não leve este tipo de tesouro. Por outros momentos jurei que era o
doar sem pensar em trocas, o simples presente dado, sem nada a receber, só
vivendo naquele sentimento de satisfação, logo descartei essa consideração. Até
que chegou um determinado momento em que este sentimento se tornou perceptível,
eu pude vê-lo.
Estava ali, tão claro, tão branco, tão limpo,
tão certo! A pessoa cuja a qual já tinha esse controle na minha emoção, que
atirava Boeing no meu prédio, que me tirava do chão (mesmo com os pés fincados
na terra), me dava a certeza que além da família, tinha mais alguém orando,
cuidando, e pedindo para que tudo desse certo para mim. Muitas vezes brigamos,
com ênfase no muitas vezes. Essa pessoa foi cobrada por mim, ela tinha a
falsa imagem de que eu buscava um ser perfeito para ser meu par, mas isso não
existe, uma pseudo-perfeição só engana quem é tolo. Ela se alegrava com meus
surtos de "ciúmes", logo depois ficava emburrada com o meu
"sufoco", mas se eu deixasse de lado, ela os cobrava de volta, eram
os ciúmes dela, e como dona, os requisitava.
Sempre a criticando fortemente, não por maldade, não por
desatenção, mas por ver o amor sendo moldado, devagar, quase parando, em busca
do ponto e o dia em que acertaram na dosagem, e alcançarão o ritmo certo. Foi
quando eu pude denominar o que seria este sentimento maravilhoso, confortável e
grande, ele pode ser chamado por: verdade! Sim, é o que procuramos, é o que
pensamos merecer, é o momento em que ver até onde a pessoa vai maquiar seus
defeitos para ter o seu amor, até porque ninguém quer ver o ser amado mudando
por mal, quer apenas o esforço para o bem. Amar é tudo isso, é tão abrangente
que eu acho isso não é nem o prólogo.

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